Cultura e Arte
Não é tarefa fácil relacionar e ordenar as diversas expessoes artísticas ( e suas ramificações) que o ser humano produz, mas vamos lá.....
1. Música: música cantada, música insrumental
2. Artes plásticas ou Belas Artes: pintura, gravura, escultura, desenho
3. Artes Cênicas: teatro, dança, ópera, circo
4. Cinema, novela, vídeos
5. Banda desenhada (histórias em quadrinhos), cartoons (desenho animado), charges
6. Literatura: poesia, romance, prosas, contos, crônicas, cordel, parábolas, metáforas, fábula,épico, soneto, ode, hino, elegia, sátira.
7. Artes visuais: Fotografia, design gráfico, Moda, design de produtos, Arquitetura, Arquitetura de interiores (decoração), etc.
Cinema
Jogos de sombras – Surge na China, por volta de 5.000 a.C. É a projeção, sobre paredes ou telas de linho, de figuras humanas, animais ou objetos recortados e manipulados. O operador narra a ação, quase sempre envolvendo príncipes, guerreiros e dragões.
Câmara escura – Seu princípio é enunciado por Leonardo da Vinci, no século XV. O invento é desenvolvido pelo físico napolitano Giambattista Della Porta, no século XVI, que projeta uma caixa fechada, com um pequeno orifício coberto por uma lente. Através dele penetram e se cruzam os raios refletidos pelos objetos exteriores. A imagem, invertida, inscreve-se na face do fundo, no interior da caixa.
Lanterna mágica – Criada pelo alemão Athanasius Kirchner, na metade do século XVII, baseia-se no processo inverso da câmara escura. É composta por uma caixa cilíndrica iluminada a vela, que projeta as imagens desenhadas em uma lâmina de vidro.
PRIMEIROS APARELHOS - Para captar e reproduzir a imagem do movimento, são construídos vários aparelhos baseados no fenômeno da persistência retiniana (fração de segundo em que a imagem permanece na retina), descoberto pelo inglês Peter Mark Roger, em 1826. A fotografia, desenvolvida simultaneamente por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, e as pesquisas de captação e análise do movimento representam um avanço decisivo na direção do cinematógrafo.
CINEMA MUDO - A apresentação pública do cinematógrafo marca oficialmente o início da história do cinema. O som vem três décadas depois, no final dos anos 20.
PRIMEIROS FILMES - A primeira exibição pública das produções dos irmãos Lumière ocorre em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café, em Paris. A saída dos operários das usinas Lumière, A chegada do trem na estação, O almoço do bebê e O mar são alguns dos filmes apresentados. As produções são rudimentares, em geral documentários curtos sobre a vida cotidiana, com cerca de dois minutos de projeção, filmados ao ar livre. Pequenos documentários e ficções são os primeiros gêneros do cinema. A linguagem cinematográfica se desenvolve, criando estruturas narrativas. Na França, na primeira década do século XX, são filmadas peças de teatro, com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913 surgem, com Max Linder – que mais tarde inspiraria Chaplin –, o primeiro tipo cômico e, com o Fantômas, de Louis Feuillade, o primeiro seriado policial. A produção de comédias se intensifica nos Estados Unidos e chega à Inglaterra e Rússia. Na Itália, Giovanni Pastrone realiza superproduções épicas e históricas, como Cabíria, de 1914.
DOCUMENTÁRIO - Em 1896 os Lumière equipam alguns fotógrafos com aparelhos cinematográficos e os enviam para vários países, com a incumbência de trazer novas imagens e também exibir as que levam de Paris. Os caçadores de imagens, como são chamados, colocam suas câmeras fixas num determinado lugar e registram o que está na frente. A Inglaterra, O México, Veneza, A cidade dos Doges passam a integrar o repertório dos Lumière. Coroação do Czar Nicolau II, filmado em Moscou, é considerado a primeira reportagem cinematográfica.
Ópera
O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.
Os cantores e seus personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.
Escultura
Vários materiais se prestam a esta arte, uns mais perenes como o bronze ou o mármore, outros mais fáceis de trabalhar, como a argila, a cera ou a madeira. Embora possam ser utilizadas para representar qualquer coisa, ou até coisa nenhuma, tradicionalmente o objetivo maior foi sempre representar o corpo humano, ou a divindade antropomórfica. É considerada a terceira das artes clássicas.
Coro
No Brasil o Canto Coral é amplamente difundido tendo recebido grande impulso com o trabalho de Villa-Lobos e seu canto orfeônico nas escolas. Na atualidade o canto coral é praticado em universidades, escolas e empresas e também por grupos profissionais que realizam um trabalho de grande aceitação
Coro A Cappella
Um grupo "a cappella" canta sem o acompanhamento de instrumentos. Cada naipe desenvolve uma parcela da harmonia da canção: usualmente um deles é responsável pela melodia de cada frase musical e os outros fazem o acompanhamento, como os instrumentos funcionam para o cantor.
Arquitetura - Turning Torso
O Turning Torso foi baseado numa escultura feita por Santiago Calatrava chamada "Twisting Torso". Ela tem nove cubos torcidos e 149 luxuosos apartamentos.
Choro
O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.
Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.
Literatura de Cordel
Na época dos povos conquistadores greco-romanos, fenícios, cartagineses, saxões, etc, a literatura de cordel já existia, tendo chegado à Península Ibérica (Portugal e Espanha) por volta do século XVI. Na Península a literatura de cordel recebeu os nomes de "pliegos sueltos" (Espanha) e "folhas soltas" ou "volantes" (Portugal). Florescente, principalmente, na área que se estende da Bahia ao Maranhão esta maravilhosa manifestação da inteligência brasileira merecerá no futuro, um estudo mais profundo e criterioso de suas peculiaridades particulares. Abaixo podemos ver a "Canção do Exílio", exemplo de literatura de cordel.
Canção do Exílio
"Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite —Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores; Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá."
Música brasileira e africana

A cultura brasileira e, logicamente, a rica música que se faz e consome no país estruturam-se a partir de duas básicas matrizes africanas, provenientes das civilizações conguesa e iorubana. A primeira sustenta a espinha dorsal dessa música, que tem no samba sua face mais exposta. A segunda molda, principalmente, a música religiosa afro-brasileira e os estilos dela decorrentes. Entretanto, embora de africanidade tão expressiva, a música popular brasileira, hoje, ao contrário da afro-cubana, por exemplo.
Das congadas ao samba: a matriz congo
Já nos primeiros anos da colonização, as ruas das principais cidades brasileiras assistiam às festas de coroação dos “reis do Congo”, personagens que projetavam simbolicamente em nossa terra a autoridade dos muene-e-Kongo, com quem os exploradores quatrocentistas portugueses trocaram credenciais em suas primeiras expedições à África subsaariana.
Esses festejos, realçados por muita música e dança, seriam não só uma recriação das celebrações que marcavam a entronização dos reis na África como uma sobrevivência do costume dos potentados bantos de animarem suas excursões e visitas diplomáticas com danças e cânticos festivos, em séqüito aparatoso. E os nomes dos personagens, bem como os textos das cantigas entoadas nos autos dramáticos em que esses cortejos culminavam, eram permeados de termos e expressões originadas nos idiomas quicongo e quimbundo...
Influência da Cultura Africana
A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e escravos.
Até o século XIX Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a música brasileira, clássica e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente européia. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas imposições da cultura colonizadora.
Ao longo do tempo e com o crescente intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa, elementos musicais típicos de outros países se tornariam importantes, como foi o caso da voga operística italiana e francesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origem espanhola, e as valsas e polcas germânicas, muito populares entre os séculos XVIII e XIX, e o jazz norteamericano no século XX, que encontraram todos um fértil terreno no Brasil para enraizamento e transformação.
Fonte:
http://www.espacoacademico.com.br/050/50clopes.htm
Wikipedia
Epitáfio também é cultura

Epitáfios são frases escritas sobre os túmulos (lápide). Os epitáfios estão presente em todas as culturas. São frases escritas em forma de verso, poesia e, em tempos mais recentes, até em forma de sátira. Estas frases exprime algum pensamento ou sentimento do morto (enquanto vivo) para deixar para a posteridade; ou alguma homenagem dos vivos para aquele que foi sepultado.
Segundo a especialista em arte funerária da Universidade Federal de Goiás os epitáfios "na Idade Média, começaram com frases simples e foram ganhando textos poéticos com citações bíblicas. Voltaram a ser simples na Renascença e, no período barroco, passaram a expressar sentimento de dor, religião e afeto familiar"(Jornal Folha São Paulo).
Abaixo alguns epitáfio que revelam pensamentos, crença, sentimentos etc. em forma de frases, poesias e sátiras:
´´Quem não vive para servir não serve para viver´´
(pai de Leonardo Boff)
"Evocado ou não, Deus estará presente."
(Carl Jung , psiquiatra suíço)
"Aqui jaz o matemático que passou um sexto da sua vida como menino. 1/12 da sua vida passou como rapaz. Viveu um sétimo da sua vida antes de se casar.
Um qüinqüênio após, nasceu seu filho, com quem conviveu metade da sua vida.
Depois da morte do filho, sofreu mais quatro anos antes de morrer.
Quantos anos viveu Diofanto?"
(Diofanto de Alexandria, séc. 3, Matemático)
"Era um garoto, que amava a vida
e os carros reluzentes
Um ponto oito
Um ponto seis
Um ponto três
Um ponto zero
... Um ponto final."
(Homenagem do tio para o sobrinho, morto aos 19 em acidente de carro; Cemitério do Araçá)
"Bípede, meu irmão: Eis o fim prosaico de um espermatozóide que, há mais de 80 anos, penetrou num óvulo, iniciou seu ciclo evolutivo e acabou virando carniça. Estou enterrado aqui. Sou o Chico Sombração. Xingai por mim. Francisco Franco de Souza."
(Cemitério Municipal de Pirassununga)
"Estude a morte e compreenderás a vida"
(túmulo da família Jafet)
EPITÁFIOS EM SÁTIRA (humor)
Epitáfio do bêbado: Enfim sóbrio.
Do rico: Enfim duro.
Do invocado: Tá olhando o quê?
Do chefe: Bata antes de entrar.
Do funcionário público: Dirija-se ao túmulo ao lado.
Do prevenido: Abrir de hora em hora.
Do comerciante: Fechado pra balanço.
Do sambista: Sambei!
Do bailarino: Dancei!
Do viciado: Do pó ao pó.
Do bombeiro: Apaguei!
Do sapateiro: Bati as botas!
Do inadimplente: Amanhã eu pago!
Do ignorante: Si matei-me!
Do torcedor: Flamengo até morrer.
Do confeiteiro: Acabou-se o que era doce!
Do crítico: Não gostei!
Do juiz: Caso encerrado.
Do espermatozóide: Onanista miserável!
Do mineiro: Trem ruim sô!
Do sindicalista: Greve por tempo indeterminado!
Do hipocondríaco: Não falei que eu tava doente?
Música indígena

A música indígena brasileira é parte do vasto universo cultural dos vários povos indígenas que habitaram e habitam o Brasil. Sendo uma das atividades culturais mais importantes na socialização das tribos, a música dos índios brasileiros é polimorfa e de enorme variedade, tornando impossível um detalhamento extenso no escopo de um único artigo.Não seguindo o sistema tonal ocidental, a sua sonoridade apresenta uma enorme sutileza e complexidade especialmente nos timbres e nas alturas, sendo de difícil transcrição para a partitura ocidental.A voz e o canto são dominantes na música indígena, mas existe uma variedade de apoio/acompanhamento instrumental e séries de peças orquestrais autônomas. Na maioria dos casos a música é associada à dança ritual. O ritmo é fluente, em geral, binário ou ternário, às vezes alternado em um mesmo verso. Muitas vezes sua música não está baseada na existência de uma unidade de tempo (pulso) rígida, gerando uma contínua flutuação do pulso. A estrutura das composições também diverge da ocidental, e é enormemente variada, dependendo bastante do texto que ilustra, tendo as repetições e variações um papel central.Seu acervo instrumental inclui instrumentos de percussão e sopro, mas classificações próprias dos índios fazem distinções diferentes, com dezenas de categorias para "coisas de fazer música". Os instrumentos podem ser feitos de uma variedade de materiais, como sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos cerâmicos, ovos, ossos, chifres e cascos de animais.
Fonte: Wikipedia
A música indígena exerceu influencia nas obras de compositores eruditos brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, do paraibano José Siqueira e do baiano Lindenbergue Cardoso, dentre outros. Nas obras "Uirapuru" e "Floresta Amazônica", Heitor Villa-Lobos (1887-1959) retrata o ambiente da selva brasileira e seus habitantes naturais.
dança, uma arte....
A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.
Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.
A DANÇA E SEUS BENEFÍCIOS
O exercício físico é essencial para a saúde, mas também é necessário trabalhar a saúde mental, emocional e psicológica. A dança proporciona essa integração entre corpo e mente. Dançar, sentindo e pensando, é vivenciar uma maior consciência do sentido e da torção dos ossos, do movimento das articulações, das cinturas escapular e pélvica e da relação entre ambas, do tônus e deslizamento muscular, da sensibilização da pelve. Dançar é trabalhar com transferência de apoios, com a percepção do peso, da direção, com micro e macro movimentos, com alteração de planos, de intenções, de intensidade.
A dança estimula a criatividade e a memorização. Ao praticar a dança, somos
induzidos a entrar em contato e nos interessarmos por essas outras artes. Através delas, conhecemos fatos, narrações, histórias e costumes da humanidade acerca da evolução, de outras culturas.
A dança trabalha a coordenação motora, agilidade, ritmo e percepção espacial;
Desenvolve a musculatura corporal de forma integrada e natural; Permite uma melhora na auto-estima e quebra de diversos bloqueios psicológicos; Possibilita convívio e aumento do rol de relações sociais; Torna-se uma opção de lazer.
Na vida da criança, atualmente, a dança deixou de ser somente uma formação artística, e, passou a fazer parte do seu desenvolvimento como ser humano consigo mesmo, com o outro e com seu meio.
Na fase de iniciação do aprendizado, seja qual for o estilo de dança escolhido, há necessidade que as aulas possuam um caráter lúdico e bem dinâmico para que as aulas se tornem, antes de tudo, algo prazeroso. E ao mesmo tempo, serão trabalhados itens básicos e necessários para que, gradativamente, as exigências técnicas vão aumentando, pois a dança proporciona o conhecimento do corpo, noções de espaço e lateralidade, a princípio.
BREVE HISTÓRIA DA DANÇA
Desde a antiguidade, a humanidade já tinha na expressão corporal, através da dança, uma forma de se comunicar. Encontramos influências culturais dos países onde são dançados e de onde são originários os ritmos. Cada cultura transporta seu conteúdo as mais diferentes áreas, dentre estas, as danças absorvem grande parte desta transferência, pois sempre foi de grande importância nas sociedades através dos tempos, seja como uma forma de expressão artística, como objecto de culto aos Deuses ou como simples entretenimento. No entanto em tempos mais remotos o sentido da dança tinha um carácter místico, pois era muito difundida em ritos religiosos e raramente era dançada em festas comemorativas. O Renascimento cultural dos séculos XV / XVI trouxe diversas mudanças no campo das artes, cultura, política, dentre outras. Dentro deste contexto, a dança também sofreu profundas alterações que já vinham se arrastando através dos anos. Nesta época a dança começou a ter um sentido social, isto é, agora era dançada em festas pela nobreza apenas como entretenimento e como recreação. Desde então a dança social foi se transformando e aos poucos tornou-se acessível às camadas menos priveligiadas da sociedade que já desenvolviam outro tipo de dança: as danças populares, que inevitavelmente, com estas alterações de comportamento foram se unindo às danças sociais, dando origem assim a uma nova vertente da música, dançada por casais, que mais tarde seria deniminada Danças de Salão.
Na Antiguidade a dança revestia duas formas: dança sacra (que fazia parte das cerimónias religiosas - Hebreus) e dança profana. Entre os Gregos foi particularmente cultivada a púrica (dança guerreira doa Lacedemónios) a fálica (Báquica) e a jónica (dança voluptuosa). Em Roma, a dança era considerarda um espectáculo e apenas se reservava aos profissionais. A partir do Renascimento a dança tomou um grande desenvolvimento com a Sarabanda, a Pavana, a Corrente, a Gavota, o Minuete, etc. No século XIX apreceram a Contradança (que se transformou na quadrilha), a Valsa, a Polca, a Mazurca, o Scottish, o Pas-de-quatre, etc. No século passado surgiu o Boston, só destronado pelas danças exóticas (Cake-Walk, Maxine, One Step, Fox-Trot, e Tango).
TIPOS DE DANÇA
Existem quatro grandes grupos de estilos de dança, que são:
Dança Clássica - conjunto de movimentos e de passos, elaborados em sistema e ensinados no ensino coreográfico.
Dança de Salão - praticada nas reuniões e nos dancings.
Dança Moderna - que se libertou dosprincipios rígidos da dança académica e que serviu de base ao bailado contemporâneo
Dança Rítmica
Os vários tipos de dança:
Ballet, Ballroom, Bolero, Break-dance, Capoeira, Ceroc, Can Can, Cha-Cha-Cha, Contemporânea, Contra-dança, Country Western, Disco, Exotic Dancing, Flamenco e Spanish Gypsy, Folk and Traditional, Foxtrot, Funk, Jazz, Line Dance, Mambo. Merengue, Middle Eastern, Modern, Polka, Religiosas e dança Sacra, Rumba, Salsa, Samba, Swing, Scottish, Country Dancing, Square Dance, Tango, Twist, Valsa, Western
DANÇAS NACIONAIS E POPULARES
Espanha - Fandango, Bolero, Jota, Seguidilha, Flamenco…
Itália . Tarantela, Furlana…
Inglaterra - Jiga…
Polónia - Mazurca e Polca…
Hungria - Xarda…
Brasil - Baião e Samba… (As danças brasileiras são uma mescla de factores negros, índios e Europeus)
Portugal - Vira, Verde-Gaio, Malhão, Fandango Ribatejano, Pauliteiros de Miranda do Douro, Gota, Chula, Corridinho.
parábola....
O Sapo e o Escorpião (parábola africana)
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio. O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar."Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos." Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?" E o escorpião respondeu: "Eu não desejava fazer isso, mas sou um escorpião e essa é a minha natureza."
Como podemos ver acima parábola é uma narrativa simbólica e alegórica que usa elementos de uma cultura para transmitir algum ensinamento. Na Bíblia Sagrada encontramos uma parábola de profundo cunho artístico que foi contada por Jesus Cristo:
Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, E dizem: “Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.”
arquitetura: arte e ciência....
A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design (ou seja, o projeto) do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo), da cidade (planejamento urbano e urbanismo) e da região (planejamento regional ou Ordenamento do território). Neste percurso, o trabalho de arquitetura passa necessariamente pelo desenho de edificações (considerada a atividade mais comum do arquiteto), como prédios, casas, igrejas, palácios, entre outros edifícios. Segundo este ponto de vista, o trabalho do arquiteto envolveria, portanto, toda a escala da vida do homem, desde a manual até a urbana.
´Arquitetura é música petrificada´ (Goethe) "
a poesia....
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
voz, um instrumento.....
A voz humana é o único instrumento musical que não foi criado pelo ser humano. A voz enquanto instrumento musical é classificada em seis grupo, sendo três para as vozes masculinas e três para as vozes femininas. Vozes femininas: Soprano, Meio-Soprano, Contralto. Vozes Masculinas: Tenor, Barítono, Baixo.
“A Capella” é o termo usado para referir-se quando uma pessoa ou grupo de vozes canta sem acompanhamento de outros instrumentos. Coro ou coral é um grande grupo de voz muito utilizado em músicas de cunho religioso (música sacra) ou em óperas.
o pensamento....
o poema....
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões)
teatro de bonecos....

Acredita-se que o Teatro de Bonecos seja tão antigo quanto o teatro convencional. Segundo pesquisadores a essência do teatro de bonecos está na pré-história, quando os homens primitivos encantados com suas sombras nas paredes das cavernas, teriam desenvolvido o teatro de sombras na intenção de divertir seus filhos.
Fonte:
o pensamento....
orquestra sinfônica...
A) “Família” das cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, harpas)
B) “Família das madeiras (flautas, flautins, oboés, corne-inglês, clarinetes, clarinete baixo, fagotes, contrafagotes)
C) “Família” dos metais (trompetes, trombones, trompas, tubas)
D) “Família da percussão (tímpanos, triângulo, caixas, bumbo, pratos, etc.)
No desenho abaixo vemos o posicionamento dos instrumentos em uma orquestra:

1- Primeiros Violinos
2- Segundos Violinos
3- Violas
4- Violoncelos
5- Contrabaixos
6- Flauta
7- Oboés
8- Clarinetas
9- Fagotes
10- Trompas
11- Trompetes
12- Trombones e Tuba
13- Percusão
14-Harpa
cibercultura......
partitura: linguagem universal

o pensamento....
(Aldous Huxley)
o pensamento....
(Heitor Villa-Lobos)